Porque me sinto pachorrento…

•Março 5, 2011 • Deixe um Comentário

Porque me sinto pachorrento, neste fim-de-semana inglório, lá vou tomar um café com estes meus três amigos. Primeiro passo pelo Nicola, passando por Londres e Paris antes que se dispare a pistola…

[SONETO DO PAU DECIFRADO]

É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser árvore de figo,
Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:

Verga, e não quebra, como zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
Brando às vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:

À roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!

Para carvalho ser falta-lhe um U; [carualho]
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar meta-o no cu

Bocage

Huddled In dirt the reasoning engine lies,
Who was so proud, so witty, and so wise.
Pride drew him in, as cheats their bubbles catch,
And made him venture; to be made a wretch.
His wisdom did has happiness destroy,
Aiming to know that world he should enjoy;
And Wit was his vain, frivolous pretence
Of pleasing others, at his own expense.
For wits are treated just like common whores,
First they’re enjoyed, and then kicked out of doors;
The pleasure past, a threatening doubt remains,
That frights th’ enjoyer with succeeding pains:
Women and men of wit are dangerous tools,
And ever fatal to admiring fools.
Pleasure allures, and when the fops escape,
‘Tis not that they’re beloved, but fortunate,
And therefore what they fear, at heart they hate:

But now, methinks some formal band and beard
Takes me to task; come on sir, I’m prepared (…)

Wilmot

Dolmancé tinha sido informado por um dos meus amigos do soberbo membro que possuo, e fez com que o Marquês de V. nos convidasse a cear. Uma vez em casa do Marquês tive que exibi-lo; pensei, a princípio, que fosse apenas curiosidade mas em breve percebi que era outro o motivo quando Dolmancé voltou-me um lindo cu, pedindo-me que gozasse dele. Eu o preveni das dificuldade da empresa. Ele nada temia. “Posso suportar um aríete”, disse-me, “e não tenha você a pretensão de ser o mais temível dos homens que o penetraram”. O Marquês estava presente e nos estimulava, acariciando, apertando e beijando tudo que nós puxávamos
para fora.

Ponho-me a prepará-lo enquanto apresento armas… Mas o Marquês me avisa: “Nada disso, você tiraria metade do prazer que Dolmancé espera; ele quer uma violenta estocada, quer que o rasguem”. Pois será satisfeito, exclamei, mergulhando cegamente no abismo… Pensa, minha irmã, que tive trabalho; nada disso, meu membro enorme desapareceu sem que eu sentisse e eu toquei o fundo de suas entranhas sem que o tipo desse qualquer sinal de sofrimento. Tratei-o como amigo, torcia-se no excesso da volúpia, dizia palavras doces, e parecia felicíssimo quando o inundei. Quando me desocupei dele, voltou-se com os cabelos em desordem e o rosto em chamas: veja em que estado você me pôs, querido disse-me, oferecendo um membro seco e vibrante, muito longo e fino. Suplico-lhe, meu amor, queira servir-me de mulher depois de ter sido meu macho, para que eu possa dizer que nos seus braços divinos experimentei todos os prazeres do culto que venero. Cedi a seu pedido achando tudo isso bastante fácil, mas o Marquês, tirando as calças, suplicou-me que o enrabasse enquanto era fodido pelo seu amigo. Tratei-o como Dolmancé, que me devolvia ao cêntuplo todos os golpes com os quais eu abatia nosso parceiro e logo me derramou no fundo do cu o celeste licor com que eu regava ao mesmo tempo o eu do Marquês de V.

Sade

Porco Espinho

•Janeiro 30, 2011 • Deixe um Comentário

Takeshi andava por aí deambulando por baixo de tectos estranhos. Já lá iam os tempos burgueses do espaço 57 lá pelas terras do Bom Jesus. A comunidade esgueirou-se; bandidos! Cada um seguira a sua vida e o 57 fechou. Morreu ali mesmo gerido por uma bravia filha de uma pega, que queria mais peso do que fazer contas à vida. Cada um faz a sua prisão com as escolhas da própria vida. Foram por aí viver as suas vidinhas nesse estado de lusco-fusco, de sonambulismo desorientado, enfadados pela marginalidade, fazendo parte do todo antes de dar o badagaio.

Takeshi perdera a noção de pertença, já não se via naquela terra, estava cada vês mais frio, meio pitosga por sinal, pançudo. Tão obeso que já o coração carpia. Estava gordo como um porco! Um porco tão gordo e tão avinagrado que ninguém lhe passa cartão. Por vezes sentia ainda algum calor para repartir mas os espinhos já lhe tinham afugentado os aliados. Vira-se por vezes morto a mendigar por bafo quentinho e docinho de um camarada qualquer. Depois lá vai pagar um café a essa gentinha, não mais do que um café pois as moedas que lhe tocavam não eram abundantes. E lá fica sentado a ouvir a passarinha na cavaqueira. Palra palra palra nem é preciso rebater, fala-se de tudo compras, do tempo enfim de todas as futilidades.

Um bom libertino não precisa de dinheiro, nem precisa de passear o seu cio nessas ruas perfumadas pelo cheiro a mofo empestado pelas putas abrasileiradas, romenos pedintes, portugueses a procurar no lixo, e não menos cabrões aqueles drogadecos que andam por aí a importunar as ovelhinhas na sua lida. Rogo a deus (deus não é igual a Deus) por um dilúvio que purgue a cidade dessa merda toda. ntasias.
Enfim Takeshi era feliz sem amigos e livre, livre de razões.

Ordinary Angel

•Novembro 29, 2010 • Deixe um Comentário

Angel don’t have pride
Wear your miniskirt
So the maniacs at your side
Don’t understand the origins of life.

Angel don’t be shy
Despite your fearful face,
Your legs invites to the pleasures of life
I love you from the middle down

Porque é fim de semana

•Novembro 27, 2010 • Deixe um Comentário

 

Dia de provar Casa Ocupada dos Linda Martini.

Já o andei a procurar la pela FNAC mas não o encontrei ainda.

As coisas são como são

•Outubro 24, 2010 • Deixe um Comentário

No dia que voltares a existência seguirá o rumo que antes se antevira… O suor esgalhado e espremido enchendo os copos regados com vinho. Ingerido aos tragos, mamado, largado, chupado, lambido e fodido. E é assim meu amor… Eu como um cão da matilha, uivo por ti! Um dia passearemos como Birkin e copulamos num hotel (ou ali mesmo) só para gratular os velhos tempos! E de resto não quero saber, não me interessam as tuas verdades… Amo as tuas mentiras.

Alinhamento ZTM

•Setembro 19, 2010 • Deixe um Comentário

Peço que não liguem à qualidade do texto pois foi escrito em 10 min.

A recomendação dada pelo movimento é de que não nos devamos envolver na política nem que votemos.

Isto porquê? O movimento assenta numa base ligada à tecnocracia sem no entanto deixar de ter uma preocupação social. Isto é muito fácil de dizer mas é preciso interiorizar e reflectir sobre a situação.

Como qualquer outro movimento tecnocrata, esta filosofia entra em choque com o governo pois acredita que as pessoas que estão à frente destes estão tecnicamente desinformadas. Quando perguntamos qual é a melhor solução para um dado problema a um chefe do governo, este não nos sabe responder devidamente. No entanto se estiver em causa a obtenção de votos este agente é capaz de deturpar a verdade.

Como diz o nosso amigo Fresco: Se para obter votos fosse necessário dizer que a Terra é plana, este não o hesitaria em fazer.

Outra preocupação na conjuntura actual está relacionada com a regulamentação política. O sector jurídico inventa leis que servem para prevenir em vez de resolver. Quero dizer o seguinte: imaginemos o caso de um condutor bêbado, para o estado é proibido que isso aconteça no entanto uma abordagem tecnocrata iria recomendar os sensores automáticos nos carros que prevenissem os acidentes.

As pessoas, por superstição e educação estão habituadas a terem uma liderança. Nós também defendemos uma estrutura anárquica e por vezes é muito difícil explicar ao comum mortal o que queremos dizer com isso. O que se quer dizer é que não existiu nenhuma Lei até hoje que contribuísse para a construção de um carro, de uma lâmpada, nem que recomendasse como deve ser construída uma ponte. Vejamos o caso dos aviões, porque é que os aviões têm as asas viradas para trás? Podiam ser para a frente ou lado a lado (alguns modelos são assim). Um governo é ineficiente a tomar este tipo de decisões porque não está habilitado (educado) para isso. O que quero dizer com isto é que o que dita uma opção e o estudo e a razão.

Vivemos também num sistema monetário, este conceito é um pouco contra-natura uma vez que temos que gastar o nosso trabalho para que possamos receber um salário para viver. Imaginemos que deixa de existir dinheiro 90% do trabalho deixava de existir. Consultores, marketing, banqueiros, administração. Vejamos 90% do trabalho que fazemos, não o fazemos em prol do benefício da humanidade mas sim em benefício do lucro. Por exemplo vejamos o caso do IPHONE 4 que custa mais de 1000 € qual é a diferença real de custo entre este e um telemóvel de 100€. Afinal são os 2 de plástico silício, o custo real de um aparelho destes devia ser de 20€. Aliás de o telemóvel de 100€ fosse de há 4 ou 5 anos atrás o custo real deste era mais caro pois este necessitava de mais componentes integrados do que este iPod (os engenheiros electrónicos sabem do que estou a falar).

Qual é a verdadeira função do governo? Votamos nós no acordo ortográfico, no apoio à guerra do Iraque, no Euro 2004, no fecho das urgências? Pensem bem… Não tenho tempo para um ensaio mas convido-vos a discutirem e a reflectirem enquanto eu amadureço mais o ensaio.

Noite, chichi cama.

•Setembro 19, 2010 • Deixe um Comentário

Maldita hora da noite em que tenho de ir dormir e levar todas as minhas ideias à lápide.

Efémera vida, atrapalhada por internets radios medias no geral…

Quem me dera que não gostásseis de mim…

Que não gostásseis de mim agora,

E gostásseis de mim menos daqui em diante.

E assim termina o dia…

Podia ter sido vivido melhor?

Tinha que ficar sentado na cadeira todo o dia a ver o ponteiro avançar.

Estou morto… Não por vontade mas própria, mas por facto médico, esperando por uma troca de saliva de uma vadia qualquer. Tinhas que o fazer sozinha! Saboreaste-o bem no momento? Não podia ficar pelo meio não era?

Então? Gosta de mim agora?